Postagens

Mostrando postagens de Fevereiro, 2013

Não Há Idade Para o Amor - Giulia Rizzuto Rosa

Essa pode parecer apenas mais uma história de amor proibido. Em partes, realmente é. Mas é minha história: a história de uma garota que se apaixona perdidamente por alguém pelo qual ela nunca poderia se apaixonar. Nem ela por ele, nem ele por ela.
Thainá era uma típica adolescente de 18 anos: ouvia música, saía pra baladas, tirava fotos, estudava. Sua matéria favorita era Filosofia. Seu professor também. Embora namorasse, Thainá tinha uma certa quedinha (pra não dizer um abismo!) por seu professor. Ele era alto, esbelto, inteligente, lia muito e tinha um ótimo gosto musical. Mas além de seu namorado – o qual ela adorava – outras duas coisas se posicionavam em seu caminho: Fábio, seu professor, tinha 32 anos, e ele era seu professor! Nunca que ela poderia se envolver com um professor. Bom, pelo menos era isso o que ela achava.
Todas as aulas, Thainá prestava uma irrepreensível atenção á aula. Sempre suspirando á cada passo que Fábio dava, enquanto explicava a matéria. Até que, um belo…

Carta de Uma Rebelde - Giulia Rizzuto Rosa

“São Paulo, 22 de Fevereiro de 2013.
Queridos mãe e pai,
Vocês devem estar se perguntando: “O que Jaqueline aprontou dessa vez pra mandar uma carta após tanto tempo?”. Eu não chamaria de aprontar, mas sim de aliviar. Aliviar a vida de vocês, tornar tudo mais fácil. Afinal, com uma filha problemática como eu tudo se torna mais difícil, não é mesmo? Pois é, por isso decidi ir embora. Não temporariamente, mas pra sempre. E por quê? Bom, todos nós sabemos que há 23 anos sou a ovelha negra da família, ou seja, desde que nasci. Nunca nada que eu fiz foi certo pra vocês, eu sempre “denegri a imagem da família Bustamante”. Desde as tatuagens, raves e shows de rock até os amigos e as saídas ás 2 da madrugada. Desde meus cigarros até minha pequena adega escondida no meu closet. Eu nunca fiz nada certo. Para vocês, eu deveria ser perfeita como minha irmã Clara: notas irrepreensíveis, delicada, recatada, obedecendo-os cegamente e sem nenhuma opinião formada por si mesma. Eu deveria ser uma bundo…

Assassinato em Roddenberry - Giulia Rizzuto Rosa

A cordilheira Roddenberry era linda, principalmente no inverno. Toda a neve que caía em seus cumes fazia cada montanha ter sua própria beleza. E no alto da montanha mais alta ficava o castelo de inverno dos Bakers, uma família milionária do sul da Califórnia.
Todo inverno eles iam ao seu castelo no Canadá para aproveitar as férias dos dois filhos: Gerald e Lucy.
Lucy era uma garota rica, mimada e popular, símbolo vivo da futilidade e do amor ás aparências. Como os pais, era loura, dos olhos extremamente verdes e era completamente linda.
Já seu irmão, Gerald, tinha de tudo para ser daqueles riquinhos esnobes que se consideram melhores que os outros, mas não: ele era o irmão revoltado, por assim dizer. A ovelha negra da família. No auge de seus 17 anos, o garoto fumava e bebia demais, além de sair por aí com roupas rasgadas, cabelo arrepiado e ouvir rock. Para o desgosto de seus pais.
Era a típica família rica americana: pais que só fingem se amar para não sujar o nome da família, a fi…

Chuvas de Um Verão Apaixonado - Giulia Rizzuto Rosa

Chove, uma calma e serena chuva. É mais uma dessas chuvas de verão: tão de repente quando chegam, vão embora. Parece até a paixão que eu sentia, ou melhor, ainda sinto por você. Veio do nada, nas primeiras conversas, mas pelo jeito não vai ir embora tão de repente. Como a chuva tem seus trovões antes de realmente começar, você deu seus sinais que correspondia ao que eu sentia, mas não, eram apenas trovões, daqueles que não trazem a verdadeira chuva de verão. Sabe, eu queria que essa minha chuva apaixonada fosse a sua chuva também, e juntas se tornassem uma tempestade. Daquelas tempestades torrenciais onde tudo o que fazemos é aproveitar enquanto ela existe.  Mas não, a paixão é apenas do meu lado, a chuva é apenas minha e, sozinha, nunca se tornará uma dessas tempestades de paixão correspondida. Mas decida-se: corresponder a chuva genuína que eu te ofereço ou esperar que alguém, que está em tempestade com outro, venha corresponder a tua chuva? Pois é, chuvas são um tanto quanto boas,…