Am[ar-te]



Desculpa por tudo isso.

Eu não previa uma reação dessas, loucamente exagerada e gritante. Quer dizer, eu até previa, mas achava que tudo estava sob controle, eu sempre acho. Acontece que não tava, e como sempre, eu acabei estragando tudo.

Ouvi uma vez numa canção que “amar jamais será demais”. Será? Tudo o que eu faço é amar e isso só afasta todos de mim. Acho que amo errado, quem ama certo não é dependente nem assusta os outros. Mas também ouvi falar que não tem jeito certo ou errado de amar. E agora?

Toda essa intensidade, esse fogo que não se apaga de jeito nenhum… Eu sempre imaginei que fossem ser úteis na minha vida, mas adivinha só? Nem um pouco. E o que me deixa mais puta com tudo isso é o fato de que eu não consigo mudar. Como diz Ana Carolina, “eu não faço outra coisa do que me doar” e isso só me mata, pouco a pouco. A cada pessoa com quem me envolvo doo uma parte de mim, mas quando nos afastamos nunca recupero a tal parte. Vou me despedaçando em cada alma com quem me encontro, e me desencontrando de mim mesma.

Mas esses desencontros todos fizeram com que eu entendesse que no fim das contas, a vida é feita disso mesmo. Dessas bagunças todas, dessas fases filhas da puta que todo mundo passa e SEMPRE supera. Essas épocas que doem demais mas nos ajudam a formar quem seremos mais pra frente. E quando você encontra alguém passando pela mesma fase, tudo fica muito mais fácil de se lidar.

Nunca me disseram que amar doeria, mas dói.

Ainda assim, eu não viveria sem amar.

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